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Estamos na Semana Mundial da Amamentação.



O tema deste ano é: Fortalecer a amamentação, educando e apoiando. E traz como objetivo informar, vincular, engajar e estimular o aleitamento materno.


Você já deve ter visto eu falando sobre esse importante tema pelas minhas redes sociais. Por esse motivo hoje resolvi trazer de maneira um pouco mais profunda a importância da amamentação.

O leite materno é o primeiro alimento que o bebê deve consumir e isso acontece justamente porque ele é o mais completo! É o leite da mãe que possui a composição ideal para atender a todas as necessidades nutricionais e biológicas do recém nascido.


Frente a essa perfeita condição é que os organismos de saúde recomendam que o bebê seja amamentado já na primeira hora de vida. É nesse momento que ele recebe da mãe, através do leite materno, os anticorpos (as células de defesa do organismo) que vão protegê-lo de bactérias, vírus e outros agentes infecciosos durante os primeiros meses de vida.

O leite materno ainda protege o pequeno de doenças como alergias e diarréias, além de diminuir o risco de colesterol, diabetes, obesidade e hipertensão. Ou seja: amamentar logo que o bebê vem ao mundo, aumenta consideravelmente as chances dele crescer forte e saudável!


Os benefícios são diversos, e uma outra informação que muitas mães e pais não sabem é que a amamentação colabora no desenvolvimento adequado da face do bebê, auxiliando no fortalecimento dos dentes e no desenvolvimento da fala e da respiração.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de vida, sem a necessidade de oferecer nenhum outro alimento, nem mesmo água. Após esse período, mesmo com a introdução alimentar, é recomendado que a amamentação seja mantida até os dois anos.

A amamentação não é para ser uma responsabilidade somente da mãe, ela é um importante tema que todos nós devemos apoiar e dialogar.

Sobre o leite materno, ele é diferente em cada mulher. Isso porque as porções de vitaminas, minerais, gordura, água e outros componentes que ele contém variam de acordo com as necessidades de cada criança. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, divulgada na revista Scientific American, demonstrou que até mesmo o sexo do bebê influencia nessa composição.

As condições socioeconômicas influenciam também. As mulheres bem nutridas produzem um leite mais calórico quando têm meninos e as mulheres com uma condição de nutrição precária produzem esse leite mais espesso para as meninas.

As diferenças no leite materno dizem respeito à quantidade de cada um dos nutrientes. Em relação à forma de produção, ela acontece em três estágios diferentes, atendendo as necessidades de cada etapa do desenvolvimento do bebê. São elas: colostro, leite de transição e leite maduro.

O Colostro, é um líquido amarelado, espesso, produzido logo após o parto e que dura, em média, de dois a três dias. Algumas mulheres produzem o colostro já na gestação. Nesses casos, não é preciso que a grávida faça sua retirada ou se preocupe em armazená-lo. Esse primeiro leite é rico em proteínas e anticorpos maternos, que iniciam a proteção do bebê contra agentes externos. Uma outra função primordial do colostro é proteger os intestinos do pequeno. Isso porque o tecido intestinal do recém-nascido é permeável, o que traz o risco de desenvolver uma condição perigosa, sobretudo para os prematuros: a enterocolite necrosante. O colostro reveste e veda os intestinos do bebê, prevenindo essa condição.

Já o Leite de transição é produzido entre o 7º e 21º dia de nascimento, é um leite mais rico em gorduras e carboidratos, para ajudar o bebê a ganhar peso, já que, normalmente, após o nascimento, os pequenos perdem um pouco de peso. Esse leite mais gordo também é importante para que o bebê não perca peso enquanto aprende a mamar corretamente.

O leite de transição também é produzido em maior quantidade que o colostro, atendendo ao aumento da demanda do bebê.

O que chamamos de Leite maduro, é aquele produzido após o 21º dia e esse se torna mais estável, equilibrando melhor os nutrientes a serem oferecidos ao bebê. Ainda assim, as quantidades de cada nutriente podem se alterar. Por exemplo, caso a mãe ou o bebê estejam resfriados, haverá uma liberação maior de anticorpos.


Quando estão nascendo os dentes do bebê ou na fase de picos de crescimento, pode ter uma concentração maior de cálcio. Essas mudanças podem ocorrer em dias ou mamadas diferentes, sempre para atender às necessidades do bebê.

Em qualquer uma das três fases, durante a mamada, primeiro é liberado um líquido mais aquoso, para hidratar o bebê e em seguida o leite, para alimentá-lo. Por isso, é importante que o bebê esvazie primeiro uma mama, antes de oferecer a segunda, para que ele ingira todos os nutrientes necessários para uma boa nutrição.


O início da mamada é sempre mais fluido e rico em proteínas e anticorpos e o final rico em gordura.

No período de amamentação, especialmente no início, é comum que as mamães se preocupem se estão produzindo a quantidade necessária de leite ou se o leite está adequado para o bebê. Mas é importante frisar que o organismo da mãe vai fazer o equilíbrio da composição necessária e o volume também será adequado à demanda, assim, quanto mais o bebê mamar, maior será a produção do leite.

Hoje já está comum nas maternidades, mas cabe sempre reforçar a importância de amamentar logo após o parto. Pois, além de fornecer ao bebê uma proteção muito importante com a ingestão de anticorpos, facilita a descida do leite, já que ao sugar a mama o bebê estimula a produção do leite materno, como se desse um sinal para o corpo da mãe de que é hora de produzir seu alimento em maior quantidade.

É muito importante que possamos auxiliar as mamães a não se frustrarem quando isso não for possível. Algumas vezes, o bebê pode não ter neste momento um interesse pleno pela amamentação ou ainda, se o pediatra precisar realizar algum atendimento especial na sala de parto, impossibilitando este estímulo. Isso não comprometerá a amamentação futura.

A amamentação em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê desejar mamar, é o que vai regular a produção de leite da mãe com as necessidades da criança.

Para as mamães lactantes é necessário manter uma alimentação adequada, pois tudo o que come e bebe vai para o leite materno, por isso é importante manter uma dieta equilibrada para ter os nutrientes necessários para oferecer ao bebê. Além disso, a alimentação adequada é essencial para que os nutrientes destinados ao leite materno não façam falta ao seu organismo, provocando anemia, fraqueza e outros males.


Alimentos ricos em água, como frutas e sucos, e aqueles que geram energia, como a canjica, contribuem para aumentar a produção do leite.

Durante a amamentação é importante que a mãe beba bastante água. A recomendação é beber de 3 a 4 litros de líquido no período de amamentação. Pode ser água, chás ou sucos. Tomar um copo de água antes e outro depois das mamadas ajuda na produção do leite e evita que fique com sede enquanto alimenta o bebê.


Especialmente nos primeiros meses, quando as mamadas são mais demoradas, é sempre bom ter ao lado uma garrafinha de água para ajudar na hidratação.

Quando falamos em amamentação, é importante mencionar que ela nem sempre é fácil, e algumas mães e bebês vão precisar de ajuda para se adaptarem no início. E nestes casos é muito importante profissionais habilitados e qualificados em auxiliar esse processo.

Sob o ponto de vista da amamentação para o bebê, o leite materno é fonte de energia, vitaminas e minerais, indispensáveis para o seu desenvolvimento, fortalece a imunidade, pois as doenças e microrganismos que a mamãe teve contato ao longo da vida geraram anticorpos em seu organismo para combatê-las. Essas células de defesa serão repassadas ao bebê por meio do leite materno, o protegendo de infecções e alergias, por exemplo.

Mesmo na amamentação tardia, após os 15 meses de vida, o leite materno é capaz de combater bactérias no corpo da criança. Foi o que mostrou um experimento feito por estudantes de biociências que viralizou nas redes sociais. Em seis placas de Petri com leite materno de uma mãe que amamentava uma criança de 15 meses e outra uma de 3 anos, é possível ver as células de defesa presentes no leite cercando uma colônia de bactérias para combatê-las.

O leite materno ainda reduz as chances de obesidade é o que aponta um estudo de revisão da Organização Mundial da Saúde, que concluiu que crianças que foram amamentadas por mais tempo reduziram em até 22% as chances de terem sobrepeso ou obesidade.

Isso porque o leite materno age como um regulador metabólico, influenciando no tamanho e número de células de gordura, ou induzindo o processo de diferenciação metabólica — alterações em determinados genes que causam variações na produção de hormônios, receptores hormonais, enzimas e outras células participantes do processo metabólico.

No que falamos sobre a diminuição dos riscos de alergias, um estudo de revisão, disponível na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos reuniu pesquisas que demonstram que o leite materno protege o bebê contra alergias de pele, como a dermatite atópica, alergia à proteína do leite de vaca, asma e outros tipos de alergias comuns em crianças.

A ingestão de leite de vaca nos primeiros dias de vida aumenta o risco do desenvolvimento de alergias. Por isso, a recomendação é evitar o uso de fórmulas na alimentação de recém-nascidos. Não podemos deixar de compreender que em alguns casos serão necessários o uso de fórmulas, porém é importante que tenha orientação e acompanhamento médico.

Outros benefícios da amamentação estão como o auxílio no desenvolvimento cognitivo das crianças, algumas pesquisas já demonstram evidências de que o leite materno ajuda no desenvolvimento cognitivo, tendo efeitos também na vida adulta. Crianças amamentadas apresentaram vantagens cognitivas em diferentes idades, em relação àquelas que não foram amamentadas. A hipótese é que há no leite materno substâncias que estimulam esse desenvolvimento.

No combate à anemia o leite materno também tem força, pois apresenta maior concentração de ferro e menor concentração de cálcio que que comparado a outros tipos de leite. Embora muito importante para o desenvolvimento dos ossos e dentes, o cálcio em grande quantidade interfere na absorção do ferro, podendo causar anemia. Esse equilíbrio ajuda o bebê a ter mais concentração de ferro no organismo, evitando a anemia no período de amamentação exclusiva.

Agora do ponto de vista da amamentação para a mãe, ela traz inúmeros benefícios, com ganhos em saúde física e mental, ajudando a recuperar o peso antes da gravidez e a lidar melhor com as mudanças hormonais e diferentes emoções que acompanham a chegada do bebê.

Reduz os riscos de depressão pós-parto, pois um estudo feito por pesquisadores britânicos e espanhóis com 10 mil mães, demonstrou que aquelas que amamentavam tinham risco 50% menor de terem depressão pós-parto, do que aquelas que não amamentavam ou não pretendiam amamentar.

A depressão materna influencia o desenvolvimento físico, cognitivo e afetivo do bebê, por isso é uma condição que deve ser diagnosticada o mais rápido possível, para aliviar o sofrimento da mãe e proteger também o pequeno.

Para a mamãe também diminui os riscos de desenvolver câncer de mama e ovário, especialmente os de mama a amamentação pode reduzir os riscos em mais da metade em mulheres de países desenvolvidos e em até dois terços nas mulheres de países em desenvolvimento, segundo uma pesquisa do Grupo Colaborativo sobre Fatores Hormonais no Câncer de Mama.

Para cada 12 meses de amamentação, o risco de desenvolver o câncer de mama cai 4,3% e há uma redução do risco em 7% para cada parto. Quanto mais tempo uma mulher amamenta, mais protegida fica contra o câncer de mama. A falta da amamentação ou períodos curtos de amamentação deixam as mulheres mais expostas aos riscos de desenvolver a doença.

Já nos câncer de ovário um estudo demonstrou que as mulheres que amamentaram tiveram uma redução de 30% no risco de desenvolverem câncer ovariano em comparação com aquelas que nunca tinham amamentado. O estudo foi feito com mais de 17 mil mulheres.

A amamentação consome de 600 a 800 calorias maternas por dia, por isso, as mães que mantêm a amamentação exclusiva pelos seis meses recomendados conseguem perder peso mais rápido. Três meses após o parto, a mamãe já poderá ter perdido de 5 a 6 quilos. Claro que é preciso manter uma dieta equilibrada, essencial para a qualidade do leite e a saúde da mãe também.

O vínculo afetivo também é um fator primordial da amamentação, o contato com a mãe tranquiliza o bebê e o faz se sentir mais seguro e acolhido, trazendo efeitos psicológicos positivos também para a mamãe, que se sente mais segura e realizada. O contato pele a pele e a proximidade do olhar entre mãe e filho fortalecem os vínculos afetivos e melhoram a comunicação entre eles.

Durante a amamentação a mulher continua a produzir o hormônio ocitocina que age na contração do útero, contribuindo para que ele volte mais rapidamente ao seu tamanho natural, reduzindo também o sangramento pós-parto. Com uma perda menor de sangue, há menos risco de a mulher ter anemia no pós-parto.


A amamentação pode ser um período maravilhoso, mas também de grande dificuldade, especialmente para as mamães de primeira viagem. Por isso, se informar, e se encontrar alguma dificuldade é necessário procurar ajuda, além de conversar com o seu médico de confiança ou com o pediatra do bebê, hoje em dia existem muitos grupos de mães e profissionais capacitados e dispostos a ajudar.

E caso não seja possível amamentar, é necessário cuidar da saúde mental da mamãe para que ela não se sinta frustrada ou culpada. Pois podemos ter todas as técnicas e conhecimento, mas como humanos, nem todas as coisas estão no nosso controle. É essencial que possamos contribuir para que mamães e seus bebês possam relaxar e aproveitar um momento único que é a primeira infãncia.

Nós somos potência e força nessa luta e apoio na amamentação. O leite materno é capaz de transformar a vida de mãe e bebê e nós temos a responsabilidade de estar ao lado de cada uma que passa, chega e segue essa jornada na maternidade.


Semana Mundial de Amamentação 2022

- Informar pessoas sobre seu papel fortalecendo a cadeia de apoio a amamentação.

- Vincular a amamentação como parte de boa nutrição, segurança alimentar e redução das desigualdades.

- Engajar pessoas e organizações ao longo da cadeia de calor de apoio para amamentação.

- Estimular ações de fortalecimento da capacidade de protagonistas e sistemas para a mudança transformacional.


Juntos nesse levante de amor e força que é a amamentação!



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