A amamentação e seus desafios

Atualizado: Fev 16

Em nosso blog, teremos quinzenalmente posts relacionados a saúde integral da família e da criança.

Essa semana, o post vem da nossa querida amiga, Fernanda Vieira, enfermeira e consultora em aleitamento materno.



Atualmente, sabemos que a importância da amamentação é indiscutível para um recém-nascido. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), apenas 40% das crianças no mundo recebem amamentação exclusiva no início da vida. Lembrando que a amamentação traz benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê, pois o protege de infecções, diarreias, contribui para os níveis de inteligência, além de reduzir o câncer de mama, entre outros fatores.

Mas diante de tantos benefícios comprovados, ainda não temos índices significativos referentes a isso, e que nos faz refletir o porque? Onde os profissionais envolvidos e a sociedade como um todo está falhando?

Acredito que os mitos referentes a estética corporal já estão sendo vencidos, pois vejo uma crescente vontade de amamentar por parte das gestantes e “recém- mães”, digamos assim.

Penso que um dos fatores possa ser o desconhecimento a respeito das futuras dificuldades enfrentadas no momento posterior ao parto. No período gestacional, é difícil imaginar que pode “não dar certo” um simples fato de colocarmos o bebê no peito e tudo se resolver, bem fácil. É para ser assim, a natureza fala por si e acredito que as interferências muitas vezes atrapalham a amamentação. Mas acredito e muito que essas mulheres, têm e devem estar orientadas para os possíveis desafios que irão surgir. E eles surgem...

Surgem, já na maternidade.. dependendo do tipo de parto, se foi preservada a golden hour (momento importantíssimo de contato pele a pele, logo após o nascimento), da posição que a mulher está para amamentar, pois sendo cesárea, normalmente fica numa posição desfavorável após o parto (o que não impede de amamentar). A presença de um profissional que esteja atento a essa hora, apoiando e encorajando a mãe, para que ambos possam iniciar esse processo da melhor maneira possível. A saída da maternidade, muitas vezes gera insegurança quanto aos cuidados com o bebê e amamentação e todas essas preocupações, também são desafios para essas mulheres que acabaram de parir e agora precisam dar conta de um recém-nascido integralmente.

Mas o que eu quero dizer com isso? Certamente, não é para desestimular ninguém...

Quero informar, quero que essas futuras mães estejam preparadas, informadas, cientes desses desafios e quais estratégias podem ser tomadas para vencê-los.

E assim, quero ressaltar da importância do que chamamos “rede de apoio”, e isso inclui, companheiro(a), familiares, vizinhos e amigos. Lembrando que essa recém-mãe precisa estar totalmente vinculada/conectada ao recém-nascido e para isso, necessita descansar, alimentar-se adequadamente, despreocupar-se com as tarefas domésticas, ou seja, precisa de ajuda! Lembrando que para uma adequada produção de leite, é muito importante que a mulher esteja descansada e bem hidratada.

Ressalto também aqui, a valiosa ajuda do companheiro(a), tanto favorecendo o momento em si da amamentação, ajudando a ajustar as posições com o bebê, estando perto para possíveis necessidades, segurando o bebê para arrotar, etc. Essa proximidade é de suma importância pois irá aumentar o vínculo com esse novo “integrante” da família, além de dar apoio para a mãe.

E na semana mundial de amamentação, esse foi o tema: Empoderar mães e pais, favorecer a amamentação, pois de acordo com a Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN), embora a amamentação seja de domínio da mãe , sua prática tende a melhorar com o apoio próximo do companheiro, família, local de trabalho e comunidade. Todos devem estar envolvidos neste processo para que o bebê se beneficie integralmente deste período de vida.

Assim, também ressalto a importância de buscar ajuda e orientação diante de qualquer dificuldade, para que o processo da amamentação não se interrompa no início, que é o momento crítico. Muitas vezes, pequenas correções na pega inadequada do bebê e orientação no manejo de casos de ingurgitamento mamário, permite a continuidade tranquila desse processo. E é assim que deve ser, tranquilo, prazeroso, sem dor e dúvidas. Precisamos estar atentos às necessidades do binômio mãe/filho, promovendo todo o apoio possível no processo da amamentação, para que ambos consigam desfrutar deste período tão sublime e valioso da vida.



Fernanda Arzuaga Vieira


Enfermeira (UFRGS/2000), Especialista em Obstetrícia (UNIVALI/2003), Mestre em Enfermagem (UFSC/2008), Consultora em Aleitamento Materno (Instituto Mame Bem/2018).



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