A hora certa de introduzir novos alimentos !

Qual mãe não fica ansiosa ao pensar em que momento deve iniciar o desmame do filho? Tenha calma. Para que esse processo seja tranquilo é fundamental que seja feito aos poucos. E não se esqueça: segundo o Ministério da Saúde, o leite materno deve ser alimento exclusivo do bebê até os 6 meses e como complemento da dieta até os 2 anos.

O momento de apresentar novidades aos bebês exige paciência da família. É normal os filhos reagirem de várias maneiras, da irritabilidade a alterações intestinais. Isso porque o leite materno contém enzimas digestivas e, quando o bebê começa a comer papinha, seu organismo terá de digerir os alimentos sozinho. A mudança pode causar cólica e irritação nas primeiras semanas, recomendo atenção à ação dos alimentos no intestino do bebê, pois alguns têm propriedades laxativas e outros prendem o intestino. A mãe deve ter cuidado para não exagerar nas porções.

 

 

De acordo com as orientações dos especialistas, é importante introduzir um item por vez, para identificar o alimento que causou reação no bebê. O leite de vaca é o campeão nesse quesito, mas alimentos industrializados e com corantes também podem provocar transtornos como alergias.

 

O desmame do jeito certo

- Inicie o desmame com sucos, que podem ser dados de manhã, entre as mamadas.

- Após dez dias, comece com as papas de frutas. Assim como o suco, a papa pode ser oferecida como um lanche, no intervalo entre as mamadas.

- Depois de um mês tomando suco e comendo frutas amassadas ou raspadas, é hora da papa salgada, que pode substituir uma das mamadas.

- Ao final de dois meses após o início do desmame, dá para introduzir a segunda refeição salgada.

- A papa de fruta continua como opção de lanche da manhã ou da tarde.

- Apresente os alimentos gradualmente, iniciando um item diferente a cada três dias. O volume da porção depende da aceitação do bebê. Em geral, três a quatro colheres de sopa por refeição são suficientes.

Como identificar se o bebê está com sede?

Quando o bebê mama exclusivamente no peito, o leite, que tem pouca gordura no início da mamada, mata sua sede. A água entra em cena quando é necessário complementar a alimentação com leite artificial ou na hora de oferecer as papinhas. Afinal, como reconhecer a sede em uma criança que não fala? "Os pais devem colocar mais isso na lista de itens para serem verificados. A criança está agitada, chorando? Além da fome, da fralda suja, do sono, é preciso checar se ela não quer água.

 

Não  existe quantidade certa. Oferecer 30 mililitros de água, duas ou três vezes por dia a crianças que usam a mamadeira e quatro ou cinco às que já degustam papinhas, é um bom começo para ver a reação do seu filho. Alguns bebês vão querer mais, outros menos. Ela não precisa ser fervida. É suficiente ser filtrada ou mineral de procedência conhecida. Até os 6 meses, pode ser dada na mamadeira. Depois, copinhos coloridos transformam o momento mata-sede em uma divertida brincadeira.

 

Um pouco de tudo

Esse ponto é muito importante porque a criança precisa de todos os nutrientes para se desenvolver. Cada um deles é responsável por algo no crescimento. A carência prejudica o organismo. Veja o que pode acontecer se a alimentação de seu filho não for balanceada:

A criança que, depois dos 6 meses, só toma leite ou seus derivados

Terá deficiência de ferro, que leva a anemia, dores musculares, sonolência, diminuição do ganho de peso, manchas brancas na pele.

 

 

Quando faltam proteínas

O bebê não vai alcançar a altura que poderia ter se comesse bem. Sua imunidade será reduzida e ele ficará exposto a doenças, como infecções e viroses.

 

Poucas vitaminas e minerais      

A qualidade da formação óssea fica prejudicada, o que pode interferir na sua atividade física, e os dentes terão mais cáries.

Atenção!   Até os 6 meses, o bebê precisa de um único alimento: o leite materno, que contém todos os nutrientes e os anticorpos para que ele fique longe de doenças. Quando a mãe não pode amamentar, o pediatra receita uma fórmula infantil, que é o leite em pó modificado, de acordo com as necessidades da criança. Depois dos 6 meses, o leite continua sendo importante, junto com papinhas, frutas e sucos.

Quando estamos sem o leite materno, iniciamos os sucos e frutas ao QUARTO  mês.

 

Intoduzindo novos alimentos     

A criança bebe apenas leite por praticamente seis meses. Por isso, é preciso que a introdução das papinhas seja feita aos poucos.

 

1- Escolha um dia e ofereça um suco de laranja-lima no meio da manhã, entre uma mamada e outra – e não perca por nada o rostinho de espanto que o bebê vai fazer ao experimentar o novo sabor.

2 - Comece a oferecer as papinhas de frutas depois de três, quatro dias. Escolha um horário entre as mamadas na parte da tarde, e observe se o organismo da criança reage bem.

3 - Depois de uma semana, organize o horário das mamadas para oferecer a papinha salgada na hora do almoço. Continue com o suco e a papinha de frutas no lanche.

4 - Quando o bebê já estiver habituado é hora de dar a papinha salgada na hora do jantar também. E papinha de frutas como sobremesa nas duas refeições.

 

 

 

 

Preparando a papinha!

 

Antes de começar

- Lave bem as mãos. - Os legumes, verduras e frutas devem ser lavados em água corrente, para retirar os vestígios de agrotóxicos - Ao cozinhar, evite espirrar, tossir ou falar próximo da comida, para evitar a contaminação de microrganismos pela saliva. - Os ingredientes devem ter um aspecto fresco e boa aparência, sem partes danificadas.

 

O preparo

- Depois de escolhidos os ingredientes que serão usados na papinha, pique-os e coloque-os numa panela para cozinhar. Uma dica: o volume de água deve ser o dobro da quantidade de alimentos que estão na panela, para a papinha não ficar rala.

- Quando os ingredientes estiverem cozidos, amasse-os com o garfo até obter uma consistência de purê ou passe-os por uma peneira.

- Antes de servir, teste se a temperatura está adequada – nem quente, nem fria – no dorso de sua mão.

 

A consistência da papinha

Parece pouco, mas é a consistência certa da papinha que vai ajudar o desenvolvimento correto da mastigação, dos dentes e da fala do seu filho. O ideal é começar com uma papinha passada pela peneira – o liquidificador deixa os alimentos quase líquidos, o que não é legal.

 

Quando o bebê já estiver craque em engolir sem engasgar, experimente oferecer pedaços bem pequenos de legumes e frutas molinhos, como a batata e a banana. Com o treino e a chegada dos dentinhos, a criança vai se acostumar a pedaços maiores, até chegar à consistência normal de cada alimento.

Nesse momento, estimule a mastigação, oferecendo alimentos duros e fibrosos, como cenoura crua, pedaços de carne e maçã.

 

Água é fundamental!

Ela entra em cena junto com as papinhas. Como não há uma recomendação médica específica de quantidade, ofereça depois e entre as refeições, até a criança aprender a pedir. Sucos e chás sem açúcar também são bons, mas sem excesso, para não substituir completamente a água, que é considerada mais hidratante. Primeiro na mamadeira. Com o tempo, passe para o copinho.

 

Mantenha distância

Os pediatras e nutricionistas fazem coro: até 1 ano de idade é preciso evitar doces, refrigerantes e frituras. Pesquisas científicas apontam que esses alimentos, além de não possuir valor nutricional, aumentam o risco de a criança ficar obesa no futuro. Prefira sobremesas à base de frutas do que as bolachas doces.

Outro tipo de alimento que aparece principalmente na dieta dos bebês considerados magrinhos são os "engrossantes", como a farinha láctea e o amido de milho. Eles apenas agregam calorias e, muitas vezes, são usados precocemente.

 

 

Preparo das papas

 

As receitas abaixo são as mais básicas possível. No entanto, suprem todas as necessidades de um bebê, inclusive quanto ao sabor. Queremos lembrar que desaconselha-se o uso de mel, para adoçar qualquer preparação para crianças menores que um ano, pois a fermentação deste, e das bactérias nele contidas, no intestino da criança pode levar a quadros de botulismo.

 

Papinha pode ser temperada?

Sim. Deve, para ficar mais gostosa. Nos primeiros meses, dê preferência aos temperos mais suaves, como salsão, salsinha, cebolinha. E sal, é claro. Eles são melhores porque não fermentam e não provocam gases no bebê, o que normalmente ocorre com o uso de alho e cebola. A introdução de temperos mais condimentados deve ser gradativa e sempre em pequenas quantidades.

 

A quantidade ideal

O quanto a criança vai comer varia muito, mas apenas para você ter uma referência:

- dos 6 aos 9 meses: de quatro colheres (das de sopa) a uma xícara

- dos 10 aos 12 meses: uma xícara cheia

- de 1 a 3 anos: um prato infantil cheio

 

Os utensílios utilizados para preparar as papinhas devem ser bem limpos. Atenção especial para a limpeza de mixer, liqüidificador e peneiras.

 

 

Papa de frutas:  As frutas com pouca celulose (banana, mamão, maçã, pêra) são ricas em frutose e fontes de vitamina, principalmente as do complexo B. Sua polpa quando bem homogeneizada é facilmente deglutida e digerida, preparando a criança para ingestão de futuros alimentos. Preparo: Escolher duas frutas acima (por exemplo um oitavo de maçã sem a casca e um quarto de banana), amassa-las com o garfo até ficarem com consistência pastosa. Está pronta a papinha.

Lembre-se que as papas de fruta não podem ser guardadas pois estragam(oxidam). Permaneça com uma mesma escolha de duas frutas por pelo menos três dias, depois varie uma delas mantendo a outra, por mais três dias, aí você pode substituir a que ficou seis dias. Essa é uma técnica de educar o paladar da criança sem sobrecarregá-la com estímulos.

 

O suco de frutas:  Usa-se normalmente frutas ricas em vitamina C que não sejam muito ácidas. Isto varia regionalmente. Alguns exemplos são: laranja-lima e  caju de inicio. Deve ser bem diluído em água fervida e não deve ser adoçado.

 

Papa de cereais: Elas fornecem hidratos de carbono de cadeia longa , lipídios essenciais, proteínas, sais de ferro e vitaminas do complexo B. Os cereais mais usados entre nós são o arroz, o milho, a aveia. Nos estados do sul se encontra também com mais facilidade, incorporado aos hábitos alimentares, o centeio e a cevada. Preparo: 1 colher de sopa de um cereal.  +  150 g de água (um copo).  Deixar o cereal de molho por 30 a 40 minutos. Levar tudo ao fogo brando e deixar cozinhar bem até formar uma papa espessa. Temperar com um pouquinho de sal ou com açúcar. Experimente para verificar o sabor. Sabores básicos como o desta papa são importantes para educar o paladar do bebê. Não coloque muito açúcar ou sal.

 

Papa de hortaliças: As hortaliças fornecem vitaminas, carbo-hidratos, sais minerais e fibras para a alimentação do bebê. A riqueza de sabores, consistências e de texturas, faz com que estes alimentos sejam uma fonte importante de estímulos sensoriais para a criança. As hortaliças podem ser escolhidas de acordo com os hábitos da família e as possibilidades da estação. São exemplos: Abóbora, abobrinha, beringela, batata, beterraba, brócolis, cará, cebola, cenoura, couve-flor, chuchú, espinafre, escarola, mandioca, mandioquinha, nabo, repolho,etc..  

 

Preparo: 50 a 100 g de carne de músculo ou fígado;  2 colheres de chá de óleo (pref. de Canola); Salsa; rodelas de tomate; 2 hortaliças (300g juntas);1 litro de água;  refogar a carne ou o fígado, cortados em pedaços, com o óleo, salsa, tomate, e uma pitada de sal. Juntar as hortaliças à água e deixar cozinhar até a carne ficar bem macia e a água ter quase secado. Se preferir fazer na panela de pressão use meio litro de água somente. Retirar a carne ou o fígado e usar para outros pratos da casa. A massa de hortaliças deverá

ser passada por uma peneira fina no início e quando o bebê já estiver aceitando bém, por uma peneira mais grossa. Usar sempre duas hortaliças. Permaneça com uma mesma escolha de duas hortaliças por 3 dias, depois varie uma delas mantendo a outra, por mais três dias, aí você pode substituir a que ficou seis dias. Dessa forma a criança pode se habituar com um sabor, textura e consistência antes de ser confrontada com outros.

 

Papa de carne: Esta papa traz ferro e proteínas para a alimentação sólida do lactente. Pode-se utilizar frango ou outras aves, carne de vaca magra ou peixe. Preparo:  preparo da carne , que deverá ser cozida, segue os costumes da casa, mas deve-se levar em conta a quantidade de sal, que não deve passar mesmo de uma pitadinha mínima e a pimenta que não deve estar presente (ela encontra-se em temperos prontos e nem percebemos algumas vezes). Depois de bem macia deverá ser homogeneizada com um mixer ou passada em uma peneira. Pode-se usar a carne que se utilizou para fazer a papa de hortaliças. Se a carne escolhida for peixe, tomar os cuidados necessários para que não escape nenhuma espinha (desfiar com as mãos atentamente e usar peixes que têm espinhas grandes e fáceis de reconhecer). Umedeça a massa de carne com água fervida se for necessário, para que tenha consistência pastosa.

 

O caldo de feijão:  o feijão deve ser feito como é uso da casa estando atento para não haver excesso de sal. Depois de cozido deve se retirar com uma concha os grãos e o caldo colocando-os num prato fundo. Com um garfo amassar os grãos contra o fundo. Passar esta mistura caldo e grãos amassados por uma peneira, tomando cuidado para que as cascas não passem. Este caldo mais grosso pode ser dado ao bebê duas vezes por semana em substituição à papa de cereais. Assim como o feijão, pode se usar também lentilhas.

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