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Ele começou a chorar? Mantenha a calma e procure, antes de tudo, entender o motivo. Pode ser alguma dor, um desconforto ou até mesmo pura manha. Com o tempo, fica mais fácil identificar este pedido de ajuda. E atendê-lo. Da melhor maneira. | | Cólicas | Acontecem, com mais freqüência, entre a segunda semana de vida e o terceiro mês. Chegam a fazer a criança chorar horas diárias. Deite-a no colo e massageie, suavemente, sua barriga. Também dá resultado dobrar e voltar suas perninhas como no movimento de pedalar. | | Dor | No primeiro mês de vida, geralmente, é causada por gases. Faça massagens suaves, quase como um carinho, na barriga do neném. | | Fome | Seu filho pode ter mamado, mas continuar com fome. E reclama, abrindo o maior berreiro. Acontece, principalmente, nas duas primeiras semanas de vida. Amamente com toda a calma, sem pressa para terminar. O tempo, ele é quem decide. | | Desconforto | Será que a roupa está apertada, esquentando ou, ao contrário, não o aquece o suficiente? A fita adesiva da fralda irritou sua pele? O bebê fez xixi ou cocô e você demorou a trocá-lo? O prendedor da chupeta machuca seu peito? Confira tudo e veja o que fazer para que ele volte a se sentir bem. É só o que seu filho precisa. | | Frio | Ele é um pouco mais sensível ao frio, treme e choraminga na hora do banho ou da troca? Evite as correntes de ar, mas sem retirar a ventilação natural do ambiente onde vocês estão. E não esqueça de deixar as fraldas e roupas por perto. | | Emoções | Quando a mamãee não está com ele, o neném sente muitas saudades. Alguns não gostam mesmo de ficar sozinhos. Podem, ainda, chorar por causa de algum barulho, a presença de uma pessoa estranha, tudo, enfim que o assusta. Um bom colinho é a melhor solução. | | Medo da separação | Se vocês saem, seu filho tem a sensação de que, talvez, não voltem mais. O sentimento, mais comum na fase dos seis meses a um ano, pode ser motivo de muita choradeira, principalmente à noite, quando ele se vê sozinho no berço. Sem tirá-lo de lá, atenda-o, fique um pouquinho por perto e, logo, logo, ele voltará a dormir tranqüilo. | | Pedido de colo | Acontece mais entre os quatro e seis meses: ele levanta os bracinhos, esperando que você o pegue. Atendido, pára de chorar. Use seu bom-senso: colo, a toda hora, nem sempre é a melhor solução. | | Irritação | Com um ano, o neném já aprendeu a gesticular e pode chamar vocês por mamãee, papai, pedir água, dizer não, etc. Com isso, consegue comunicar-se, sem precisar chorar. Mas quando está zangado, por qualquer motivo, acaba apelando mesmo para o choro. Mostre-se disponível e lhe dê atenção. Ele, rapidamente, vai se acalmar. | | Frustração | Ele ainda não engatinha e deseja alcançar, sem sucesso, um brinquedo. Sem perceber, você acaba afastando justamente o mesmo brinquedo para mais longe. Ele chora. Fique atenta a esta situação. | | Birra | As crises são comuns entre um ano e um ano e meio. Ele chuta, grita, se joga no chão. Tudo sem o menor motivo. Simplesmente ignore a dramatização que, aos poucos, ela vai deixar de acontecer. | | Desejo de atenção | Entre um ano e meio e dois, muitos choramingos. Entre no jogo, choramingue também. Se tiver mais filhos, façam um coral. A brincadeira acaba perdendo a graça. | | Sensação de perda | O simples desaparecimento de um brinquedo ou um suco derramado no chão são suficientes para fazer o bebê desabar em lágrimas. É o sentimento de perda. Console seu filho, mas não mascare a realidade: esta experiência vai se repetir muito durante toda a sua vida. | | Stress | Choro e gritos, sem motivo aparente. Pode ser o resultado de um dia intenso, fora da rotina. Acalme-o e evite programações que o deixem cansado. Será melhor para vocês dois. | | Refluxo gastroesofágico | O regurgitamento, freqüente e em grande quantidade, pode provocar dores e sensação de queimação. É caso de pedir a orientação do pediatra. | | Nenhum motivo | Sem os motivos anteriores, o bebê chorão reclama mais de três horas diárias, três dias na semana, por três semanas consecutivas. Dê-lhe atenção, carinho e diversão. Estas crises podem durar até que ele comece a engatinhar ou brincar sozinho, o que não está longe de acontecer. | | |