Além da hiperpigmentação, outra das características da gravidez é o aumento do revestimento piloso, relacionado com a produção das hormonas coriónica corticotrófica e progesterona.
Mas se durante a gravidez a mulher se torna mais peluda, já após o parto dá-se o inverso. É entre o primeiro e o quinto mês de pós-parto que surge o chamado deflúvio telogénico, que provoca a queda de cabelo.
Mas há outras manifestações dermatológicas comuns na gravidez e que, por vezes, podem ser muito incomodativas para a mulher grávida. É o caso das aranhas vasculares, que «aparecem muito no rosto e nas mãos e que são o resultado de capilares dilatados por estimulação hormonal».
Outras alterações vasculares, mas que se reflectem na estética da grávida, são as varizes que, como explica Vera Monteiro Torres, «são insuficiências venosas por compressão do feto no retorno do sangue pelos grandes vasos». Estas alterações fisiológicas são, como refere a especialista, «situações normais que acompanham a gravidez e que têm manifestação dermatológica».
As sempre incómodas estrias, cujo termo científico é Striae distensae, respondem mal ao tratamento, dependendo muito da «sorte que as pessoas têm na elasticidade das suas fibras».
Habitualmente, as estrias aparecem na região umbilical, abdominal, nos seios, na face interna das coxas e são devidas «não só à distensão, mas sobretudo por aumento da actividade adrenocortical, o aumento da produção de hormonas pelo córtex supra-renal», resume a dermatologista.
Vera Monteiro Torres aconselha as mulheres grávidas a «manter a pele hidratada», mas não deixa de acrescentar que «na gravidez as estrias são evolutivo-hormonodependentes, pelo que enquanto decorrer o estado gravídico as hormonas estriantes estão em actuação».